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"DEUS FEZ PARIS. O RESTO DO MUNDO, TENTOU COPIÁ-LA!"
Brunno Almeida.
Escrito por Brunno Almeida. às 18h55
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Escrito por Brunno Almeida. às 03h59
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EXCLUSIVO.
ANTES DE SAIR A NOSSA PROGRAMAÇÃO DE JULHO´08, DO ECAL.
Editorial
E lá vamos nós, recomeçar o ano.
2008 chega ao seu ápice, com a entrada do inverno e do segundo semestre. Para muitos, que não é o caso do ECAL, mês de férias e descanso. Aproveitamos para recarregar as energias, reformular antigas idéias, averiguar os bons e maus resultados, e prosseguir com os projetos iniciados.
Término com sensação de dever cumprido, e aquele “gostinho” de quero mais, que tanto adoramos.
Foi mágico ver os amigos e o nosso público, agradecendo pelas produções e eventos em cartaz. Gratificante, colocar em prática um antigo sonho: o nosso horário infantil. E inesquecível, ver o Sarau “Açúcar” crescendo, com pessoas que amam a arte e a poesia.
“Azar” de quem perdeu a última edição. Tivemos momentos apoteóticos. Rolou no final, “coreôs absurdex” ao som de Nirvana (nosso sarau também curte rock!). Nunca vou me esquecer, de eu e o ator Leo El Hireche, fazendo performance com a foto da Penélope Cruz, no cartaz do filme “Volver”. O tema da última edição, foi a “Santa Ceia”. O evento começou no hall do teatro, com uma leitura de São Mateus. Em seguida eu, em uma suposta interpretação de Jesus Cristo, convidava todos para a partilha do pão e o degustar do vinho. Auge: Pego o microfone e digo: “Poesia é Anarquia!”.
Em Setembro, teremos a “Semana de Cultura do Alberto Levy”, e em Outubro estréia “Só Os Artistas Vão Para o Céu”, processo de criação colaborativa da turma de Oficinas Livres de Teatro, que coordeno.
E como surpresa mínima é “bobagem”, teremos ainda à volta do espetáculo “The Dark Room”, com o elenco da montagem original de 2003. Dessa vez, Leo entra no elenco, na pele de uma drag queen.
Para quem tem pressa, dia 12 de Julho, temos a segunda apresentação gratuita do infantil “Variedades Arlequinescas e Mucho Más”. E no dia 19, a terceira edição do Sarau “Açúcar”, que homenageará o pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi.
Volpi era autodidata assumido. Na época da Semana de Arte Moderna, “gongou” os artistas participantes do movimento: ele não aderiu à nova moda. Falar de Volpi, esse artista ímpar, é mostrar um Brasil sem se auto-folclorizar. E é para isso, que estamos aqui! Buscar raízes, sem colocar em “cena” velhos clichês, que geralmente, aumentam a popularidade e o sucesso de muitos “artistas”, por aí...
Escrito por Brunno Almeida. às 02h23
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EM PRIMEIRÍSSIMA MÃO.
Do SITE: www.ecal.art.br
“THE DARK ROOM” VOLTARÁ
Foi divulgado nesta terça-feira (08/07), o retorno do espetáculo “The Dark Room”, primeiro texto do dramaturgo e diretor Brunno Almeida, escrito em 2003.
A remontagem faz parte de um projeto idealizado por Rafael Fabrício, que consiste na digitalização do repertório teatral dos grupos 1º Ato e o atual Coletivo Ayahuasca.
“A idéia é remontar o espetáculo, conforme a concepção original de 2003. Uma das metas do nosso trabalho esse ano, é produzir um acervo de vídeos e fotografias com a nossa trajetória, durante esses 05 anos de carreira. É uma forma de preservar a memória, em um país que pouco a utiliza”, diz Brunno Almeida.
Estão confirmados no elenco, nomes como Jacqueline Cavalcante, Carol Azevedo, Victor Signore, Leo El Hireche, Eliana Calado, Bel Araújo, e a participação especial de Jamille Assad, do Coletivo.
A data de estréia está prevista para o final de Setembro de 2008.
Escrito por Brunno Almeida. às 18h45
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EU TRABALHANDO: TEATRO!
Fotos: Nina Denobile.


Escrito por Brunno Almeida. às 03h27
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Trecho de “The Dark Room”.
Primeiro espetáculo que escrevi e dirigi, em 2003.
Tinha uns 15 ou 16 anos...
Falava de Jean-Paul Sartre e o existencialismo romântico.
O Poeta II – De longe, avistei um grande mar. Procurei por respostas, jamais encontradas. Procurei por soluções, nunca solucionadas. Adentrei esse mar, procurando entre suas águas limpas, um grande tesouro. Uma busca incansável. Deus! Volto a perguntar, com todos os verbos e palavras existentes. Cadê? Onde mora, ou se refugia o amor? Alguns dizem, afirmam categoricamente: No coração das pessoas... Fui à procura desse sentimento, e o que encontrei? Corações duros, apegados e transbordando de sangue, por tantas durezas... Não desisto de procurar, sou um poeta, um incansável aventureiro. Atravessarei séculos e milênios, se for preciso. A minha busca será eterna. Assim como o sol que nasce todas as manhãs, assim como a lua, que não se cansa de brilhar. Nunca desistirei. E quando encontrar o verdadeiro significado do amor... Sentarei em um banquinho coberto de flores, lá no alto da montanha da razão, e pensarei comigo: Finalmente, descobrimos o real significado de tudo isso... Jamais chegarei a uma verdadeira razão, sem antes conhecer a emoção de amar! Talvez, depois de descoberto, e sentado em um banquinho, repousado na montanha da razão, pegarei aquela rosa vermelha, que desabrocha todos os dias, e que ninguém lhe dá atenção! Em um jardim qualquer... Não tirarei seus espinhos... Desejo que esses perfurem meus dedos e mostrem que as ilusões são apenas ilusões, e que uma vez descoberta a verdade, é preciso sonhar, novamente.
Escrito por Brunno Almeida. às 03h02
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Meu Menino.
CAZUZA
18 ANOS DE SAUDADES
07 de Julho de 1990.
SOBRE AQUELE GAROTO QUE MUDOU O MEU MUNDO...
 
Escrito por Brunno Almeida. às 01h01
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“Pin”
Pin é minha amiga e parceira de trabalho, há apenas 02 anos.
Durante o processo de “O Anticristo”, no ano de 2006, por conta da pesquisa de corpo cênico e pelo viés do espetáculo, o expressionismo, sentimos a necessidade de buscar um profissional de artes do corpo.
É claro, que há muitos pesquisadores que realizam trabalhos nessa área, mas necessitávamos de um perfil especifico, muito intimo, próximo e humano. Alguém que além de dominar e entender as técnicas do corpo contemporâneo tivesse olhar apurado para a estética, o teatro e acima de tudo, entendesse a arte como agente de mudança social, engajamento e experimentação.
O Daniel Mammana, que na época era meu assistente, me deu a idéia de criarmos um anúncio em jornais, sites e comunidades do Orkut, para encontrar esse possível perfil.
Na mesma semana, uma moça chamada Paulina entrou em contato. Procurou entender o nosso “teatro” e o que desejávamos. Indicou uma amiga.
Pin apareceu para uma reunião no ECAL. Expus a proposta de forma honesta, as faltas de condições do grupo, em termos financeiros, mas evidenciei a nossa SEDE por um teatro novo e provocante. Ela topou em ficar para conhecer o trabalho. Iniciou sua aula em um Domingo.
Depois de um tempo, eu, o grupo e Pin criamos sinergias únicas, singelas e verdadeiras. Ela ficou. Foi paixão a primeira vista.
No dia da pré-estréia do “O Anticristo”, no Teatro Brigadeiro, platéia lotada (650 lugares), Pin nos orientou por um caminho especial e profissional.
Acompanhou durante o processo, os choros, risos, dificuldades e apertos. Mas nunca desanimou!
Hoje, nos intervalos dos ensaios de meu novo espetáculo, depois de 02 anos, gravou uma entrevista para o documentário que o Rafael Fabrício está produzindo sobre o “O Anticristo”. Na ocasião, falou sobre o processo, a vivência, o grupo e o nosso trabalho.
Durante a gravação, citou a crença no meu trabalho como criador, na nossa proposta estética de grupo, e a sua paixão por aquilo que acreditamos.
Confesso que me emocionei. Reconheci como nunca, uma Pin que além de entender de artes do corpo, entende da vida e a reconhece na arte.
Ela sabe e sente, que o que desejamos, e ela também, não é fazer TEATRO, mas sim criar algo grandioso, que seja capaz de comunicar e modificar. O mais interessante, que assim como eu, Pin acredita em uma mudança, uma espécie de revolução. E continuamos...
Escrito por Brunno Almeida. às 00h39
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