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Brunno Almeida Blog.


O fim do jornal impresso?

E daí, que uma professora do curso de Comunicação Social - Jornalismo, solicitou uma análise crítica, sobre o futuro do jornal impresso no século XXI. Eis minha opinião.

Culpar apenas a informatização da notícia, e seus meios de veiculação, seja a Internet e as outras mídias digitais, pelo fim do jornal impresso, é no mínimo exercer reflexões inocentes, tupiniquins e prosaicas. Primeiro que essas novas mídias, não modificaram a linguagem e a mensagem, apenas o meio. Seria preocupante e no mínimo agradável, saber que a Internet e as suas ferramentas modificaram o cenário da comunicação escrita. Essa revolução, em curto prazo, é inviável. Sem maniqueísmo entre o impresso e o digital, o interessante é retroceder e analisar o caso, por um viés social, já que as criações tecnológicas citadas acima, são ideais humanos.

O desinteresse pelo impresso tem em sua gênese, o mesmo DNA da brusca redução do interesse pela literatura e pela poesia. Os menos céticos creditam essa queda apenas, para o livro e os outros impressos, e comprovam a eficácia e o sucesso de bibliotecas virtuais, como é o caso do Kindle.

Ainda no campo humano, devemos nos atentar para dois pontos fundamentais. Subjetivos, mas fundamentais. A sociedade contemporânea e hipermoderna, não foi preparada para ler informações revestidas de signos. O imediatismo, aqui sim, também culpa dos jornais e seus instantâneos, provocou uma verdadeira guerra contra qualquer tipo de manifestação pautada por simbologias. Um exemplo claro, para não ir muito além, é o teatro. Muitos criadores da área valem-se agora do ridículo nas artes cênicas, utilizando em seus espetáculos meios duvidosos como a “interatividade passiva”. Desde a Grécia Antiga é sabido que o teatro é a manifestação do pensar, do signo e da fortificação do mito.  

Um jornal ou qualquer tipo de comunicação impressa, só se materializa e atinge públicos, porquê alguém (homem) fornece suas faculdades mentais e físicas em prol da circulação desses meios. Como falar de “revolução” do impresso, sem citar uma questão básica? O buraco é muito mais em baixo, do que possamos imaginar.

Há uma crise brutal, violenta e terrorista na área da criação. Como faculdade humana, o jornalismo deixa de lado essas questões básicas, triviais, para atentar-se ao que está na superfície.

Se existe um “bem ou mal” nesta história é o sistema educacional e a gestão das empresas de comunicação. Disciplinas técnicas sufocam as disciplinas pensantes. Um bom curso de faculdade seja ele na área de exatas, humanas ou ciências, precisam instituir em sua grade, disciplinas de desenvolvimento artístico. A crise real é essa. O século XXI sem dúvida alguma produziu grandes ferramentas de produção, mas se esqueceu de incentivar as grandes mentes criativas.

Partindo dessa premissa, podemos intuir que o papel do jornal no século corrente será o de informar, sem as vestes do efêmero, mas provocar, suscitar análises críticas e contraditórias. Em termos práticos, abrir a discussão de fatos recentes, sem deixar de lado, a linha de raciocínio da história. Um caminho a se pensar, é da volta do texto opinativo. Mas como liderar isso, sem uma preparação eficaz de quem produz o jornal?



Escrito por Brunno Almeida. às 21h21
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E já tem música tema, as "Olimpíadas 2016", made in Brazil.

MutantesParque Industrial

Retocai o céu de anil
Bandeirolas no cordão
Grande festa em toda a nação nação.
Despertai com orações
O avanço industrial
Vem trazer nossa redenção.

Tem garota-propaganda
Aeromoça e ternura no cartaz,
Basta olhar na parede,
Minha alegria
Num instante se refaz

Pois temos o sorriso engarrafado
vem pronto e tabelado
É somente requentar
E usar,
É somente requentar
E usar,
Porque é made, made, made, made in Brazil.
Porque é made, made, made, made in Brazil.

Retocai o céu de anil, ... ... ... etc.

A revista moralista
Traz uma lista dos pecados da vedete
E tem jornal popular que
Nunca se espreme
Porque pode derramar.

É um banco de sangue encadernado
vem pronto e tabelado,
É somente folhear e usar,
É somente folhear e usar.



Escrito por Brunno Almeida. às 21h19
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